domingo, 28 de junho de 2009

Educadores e a Boa Política




O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) realizou sábado,dia 27,o lançamento de seu 12º congresso.Houve uma grande participação de filiados,militantes e simpatizantes que assistiram falas realizadas por lideranças do partido (Dep.Manuela ,Walter Sorrentino,Déo Gomes,Assis Melo,Abgail e outros).O congresso é um momento rico de participação dos filiados no debate sobre a organização do PCdoB,e a tática empregada na busca da implantação do socialismo.A sociedade em gera pode participar deste debate,não apenas os filiados,o que gera uma riqueza ainda maior para o debate.O PCdoB é um partido de luta,não só da luta eleitoral,mas também da luta em defesa dos direitos dos trabalhadores,da liberdade,contra a violência e pela pátria livre e soberana.Temos consciência de que precisamos de muitos nesta luta,nosso partido está crescendo,aumenta todo o dia o número de filiados,e militantes de todas as frentes(sindical,movimentos sociais,de gênero,juventude e outros).Gostaria de convidar as pessoas que queiram conhecer o partido,que venham visitar a nossa sede (Rua Pinheiro Machado,esq. com Andrade Neves),em especial como integrante da base das educação,convido educadores(professores e funcionarios) de da rede pública e particular a engrossarem as fileiras,para lutarmos também em defesa de uma educação de qualidade,e pelos direitos dos educadores.Venham para o partido que ousa defender o SOCIALISMO!

domingo, 31 de maio de 2009

Participação na CONAE

A Conferência Nacional de Educação está acontecendo em algumas regiões.A Secretaria Estadual de Educação não mobilizou as escolas para participarem,muitos colegas,nem estão sabendo que está acontecendo.Essa Conferência que se desdobrará em estaduais e nacional,é de grande importância,pois os delegados sugerem políticas públicas para a educação em todos os níveis,desde o número de alunos por turma,como a verba que os governos devem destinar para a educação básica,em nível superior,profissionalizante e demais.O governo gaúcho fala em democracia,em mudar os planos de carreira de professores e funcionários,mas nestes momentos não chama os educadores para o debate.Sintomático esse posicionamneto,pois quem fala em democracia e diálogo,prefere o monólogo surrado do Estado mínimo.É preciso que os profissionais da educação não deixem de participar da vida política do país,apesar do descrédito que muitos dão às instituições,por vezes,a omissão da classe,poderá significar perdas significativas tanto para as carreiras,quanto para a educação pública.

Tardes de Domingo


O vento parou de soprar,olho pela janela e o frio da serra gaúcha congela meu corpo,quase minha alma se esvai. A poesia de uma tarde de domingo não derrete o frio,e me sinto aprisionada netre mantas e outros apetrechos.A rotina do inverno chegou,chuva,serração,neve,ai,ai,ai,será?Os turistas adoram os flocos branquinhos,neve no cinema é lindo,mas ao vivo,só com muita proteção.O que fazer com frio? Comer,beber um bom vinho(uma taça),assistir um filme,dormir,comer,comer...

Assim minha nutrição equilibrada fica por um fio,quer dizer,já foi embora.O inverno só está começando e já estou reclamando,apesar de tudo,acho uma estação charmosa,elegante,para quem tem grana para desfilar os modelitos novos.Que venha a neve!

domingo, 24 de maio de 2009

Caminhada luminosa em defesa da educação pública

Sou conselheira estadual do Cpers/Sindicato,onde defendo a educação pública gratuita e de qualidade,neste sentido combato as medidas do governo Yeda, pois ela pretende privatizar os serviços públicos e combater os servidores.
Convido todos e todas que defendem a escola pública,saúde e segurança de qualidade a participarem dia 27 de maio,de uma caminhada luminosa,que sairá da frente do 1º Núcleo do Cpers,na rua mal.Floriano,às 19 horas e rumará para a praça Dante.
Todos vestidos de preto,com uma vela,simbolizando a busca da luz,em novos dias.

sábado, 23 de maio de 2009

A QUEDA DA GOVERNADORA

Nesta semana a governadora Yeda caiu.Calma ela não saiu do governo,mas o palanque em que ela estava desmanchou-se quase todo,e ficou literalmente em cima de uma única tábua,simbolizando o seu governo que balança com o sopro dos ventos de uma possível CPI,e de um possível processo de impedimento de governar.Os gaúchos e gaúchas assistem a grande mídia tentando blindar a governadora,apresentando uma agenda positiva,a cada ato de governo,inaugurando o que quer que seja.Os casos de corrupção,caixa dois,morte misteriosa de ex-assessor,a truculência com que trata os movimentos sociais,a ira voltada contra os poucos direitos dos servidores públicos,todos esses fatos tornam o governo de Yeda um símbolo do desprezo das elites com os pobres,e representante do liberalismo cru e ultrapassado.Assim como um ex-presidente dizia que caçaria os marajás,aqui no sul os funcionários públicos,honestos,com salários arrochados,sem assistência médica digna tornaram-se bode expiatório para entrega do patrimônio público.

MINHA AMIGA JACQUE


Amanhã encontrarei amigos e amigas,e a querida Jacque.Comemorar o aniversário desta amiga querida será uma delícia.Sempre tem uma idéia,um conselho e um sorriso malandrinho de garota feliz.Existem pessoas que gostamos mesmo sem conhecer,e quando as conhecemos gostamos delas ainda mais.Minha amiga Jacque é este tipo de pessoa,sou feliz por ter sido aceita como sua amiga.Felicidades,e um abração.

DORES DO COTIDIANO


VIVER É UM PROCESSO RICO

CHEIO DE DESAFIOS E RISCOS,

VIVO,ENFRENTO,GANHO,PERCO,E

ASSIM SEGUE O MOINHO DE MINHA VIDA.


QUISERA TER TEMPO PARA FAZER NADA,

CONTRADITÓRIO ESTE PENSAMENTO,

PERMITAM QUE SEJA,POIS PARECERÁ NOVO.

VIVER SEM LUTA JÁ ME PARECE IMPOSSÍVEL!


LUTAR SEM SOFRER É IMPOSSÍVEL,

SE HOUVER DOR QUE SEJA PELA AÇÃO,

A OMISSÃO HUMANA ME CAUSO DANOS MAIORES

QUE O ERRO PRATICADO NA TENTATIVA DO ACERTO.

domingo, 5 de abril de 2009

Colorado de tantas glórias


Aniversário do meu Colorado.Um time que fez cem anos,atravessou e venceu tantas batalhas,merece muitas homenagens.Este time pintou de cores alegres,minha infância,e adolescência.Na época,os gremistas eram chamados de sofredores.Depois o jogo virou,os colorados tiveram anos difíceis,não abandonei meu time.Paixão é assim,sofre,ama,mas não esquece.Saudações aos amigos e amigas coloradas.Hoje é dia de GRENAL,ganhar é muito bom,mas só ver o colorado jogar,torcer,ainda mais contra o Grêmio,já vale a pena.Vamos,vamos Inter.

Quem pede ajuda?





Tarde dessas,dirigia em direção ao centro de Caxias.Parei na sinaleira,e um jovem aproximou-se do carro e pediu uma ajuda,pois seu carrinho de papeleiro estava com o pneu furado.Disse a ele que não tinha grana para ajudar.Ele ficou falando frases que não entendi,senti necessidade de justificar a não ajuda.Fale que também estava com dificuldades,e usei a expressão,"tenho que matar um leão por dia" para viver.Rapidamente ele me disse: isso eu não faço,pois sou naturalista.Abriu a sinaleira e sai pensando,foi irônico,inteligente e me intrigou,o papeleiro tem consciência ecológica,mas não tem dinheiro.Eu tenho só para sobreviver com dignidade,e com consciência.

sábado, 28 de março de 2009

Segredo Meu Maior Trunfo


Vejo tua boca,miro teu olhar
Imagino o teu sabor,sinto teu calor,
Vem pra perto,sinto meu coração a galope
em busca do teu peito,
e para encontrar repouso no teu braço.

Quero muito,quero só e muito
que me deixes,que voltes,que me envolvas,
que te vás,mas não me esqueças.
Cabeça louca a minha,
não é ela que ama,é o todo,
aquele que treme,teme e goza no teu leito,
vem me aconchega,mas me deixa solta,
pra sentir tua falta e sorrir na tua volta.

Sou assim,moça,velha,menina,
mulher sempre,leve,forte,firme e frágil,
sempre mulher,que te busca na ausência,
e ama alegre a tua chegada.

domingo, 22 de março de 2009

Aniversário do PCdoB


No dia 25 de março,o glorioso Partido da foice e martelo(união do campo e da cidade),comemora 87 anos de existência.Uma vida agitada,com clandestinidade,e muita luta.Esta vida do Partido foi feita sempre pelo bem do povo,por uma sociedade mais justa,pela derrota do capitalismo,e pela defesa do socialismo.
Militantes combativos ergueram a bandeira vermelha,participaram das lutas sociais,e políticas,sem esquecer daqueles que deram a própria vida em nome das idéias revolucionárias.
Tanta história,tanta gente,tanta vitória,e algumas derrotas passageiras,pois as derrotas não vencem a fibra dos comunistas,até se abalam,mas voltam reforçados,preparados e seguem em diante.Sempre guiados à luz da teoria e do debate político.
Viva o PCdoB,e seus militantes ardorosos, defensores do povo brasileiro!
Viva os 87 anos do Partido! Viva o Socialismo!

A crise sob o olhar de Altamiro



A crise mundial está só no começo
Os últimos dados econômicos indicam que a crise capitalista será mais destrutiva do que muitos imaginavam. Ela está mais para tsunami do que para “marolinha”. Não dá ainda para prever sua dimensão ou duração, mas ninguém mais duvida dos enormes estragos que causará e muitos se recordam do desastre do crash de 1929, que só atingiu o seu pico quatro anos depois – em 1933. Os países capitalistas centrais estão derretendo. A economia dos EUA, apesar do socorro dos cofres públicos, não dá qualquer sinal de recuperação. Como descreve uma excelente reportagem do jornal Avante, do Partido Comunista Português, o cenário é dramático, desesperador.“Com a economia e o desemprego a baterem todos os recordes negativos, os trabalhadores dos EUA enfrentam a fome e a degradação das condições de vida. Somente em fevereiro, segundo dados oficiais, registrou-se a perda de cerca de 700 mil empregos, cifra idêntica às apuradas em dezembro de 2008 e janeiro deste ano. Estes números elevam a taxa de desemprego para 8,1%, a mais alta dos últimos 25 anos... Desde dezembro de 2007, a economia norte-americana já perdeu quase 4,5 milhões de empregos, a maior perda desde a II Guerra”. O jornal cita a queda de 6,2% do PIB no último trimestre de 2008, a retração de 21,1% nos investimentos privados, a redução de 23,6% nas exportações e o abrupto aumento dos dependentes de cupons alimentares, já usados por 31 milhões de pessoas que passam fome e privações – um em cada dez estadunidenses.O descolamento dos “emergentes”As potências capitalistas da Europa vivem um quadro semelhante. O Financial Times divulgou nesta semana dados sobre a indústria no Reino Unido, França e Suécia, que comprovam a brutal retração econômica. Tecnicamente, a Europa já está em recessão. O PIB recuou 1,5% no último trimestre do ano passado, marcando o pior período desde a criação da zona do euro, em 1999. A recessão impulsiona o Banco Central Europeu (BCE) a cortar novamente a taxa básica de juros – que já se encontra no seu nível histórico mais baixo, de 2% - e aumenta a pressão pela estatização integral do sistema financeiro, que está totalmente apodrecido e contagia o restante da economia. Mesmo nos chamados países emergentes, o cenário é preocupante e questiona a complicada tese sobre o “descolamento”. Na China, com uma economia altamente dependente das exportações, as vendas externas tiveram em fevereiro a maior retração desde 1998, com queda de 25,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi o quarto recuo consecutivo das exportações chinesas. No Brasil, a forte retração de 3,6% no PIB no último trimestre de 2008 ascendeu a luz vermelha e forçou o Banco Central a recuar na sua política criminosa de juros estratosféricos. A produção industrial tem encolhido e o desemprego se torna rapidamente uma dura realidade.Limites imanentes do capitalismoEstes dados, entre outros, parecem confirmar as previsões mais pessimistas sobre a gravidade da crise. Em recente palestra em Buenos Aires, o intelectual francês François Chesnais afirmou que a economia capitalista vive “uma verdadeira ruptura, num processo de crise com características comparáveis à crise de 1929, ainda que se desenvolva num contexto diferente. É preciso recordar que aquela crise se desenvolveu como processo: começou em 1929, mas seu ponto culminante se deu depois, em 1933, e abriu caminho para uma longa fase de recessão. Digo isto para sublinhar que vivemos as primeiríssimas etapas de um processo de amplitude e temporalidade. Estamos diante de um desses momentos em que a crise exprime os limites históricos do capitalismo”.Citando uma passagem do livro O Capital, de Karl Marx, ele lembra que “o verdadeiro limite da produção capitalista é o próprio capital... O meio empregado – desenvolvimento incondicional das forças produtivas – choca-se constantemente com o fim perseguido, que é um fim limitado: a valorização do capital existente. Por conseguinte, se o regime capitalista de produção constitui um meio histórico para desenvolver a capacidade produtiva material e criar o mercado mundial correspondente, envolve ao mesmo tempo uma contradição constante entre essa missão histórica e as condições sociais de produção próprias deste regime”. “Uma catástrofe para a humanidade”Sem cair numa visão fatalista, Chesnais prevê que o sistema terá dificuldades para superar a crise e retorna a Marx com outra brilhante citação: “A produção capitalista aspira constantemente a superar os limites imanentes a ela, mas só pode superá-los recorrendo a meios que voltam a levantar diante dela os mesmos limites, e ainda com mais força”. A ofensiva neoliberal, com a desregulação financeira e o desmonte do keynesianismo, foi a resposta do capital à crise capitalista já presente nos anos 70. Mas ela não superou os limites imanentes do sistema e, ainda, agravou-os. “Um dos métodos escolhidos pelo capital para superar seus limites se tornou fonte de novas tensões, conflitos e contradições”.Os outros dois meios usados pelo capital para enfrentar sua crise foram: a criação descontrolada de capital fictício e a ampliação do mercado mundial, com a incorporação da China. O primeiro já teria sucumbido. “Toda a etapa de liberalização e de globalização financeira dos anos 80/90 foi baseada na acumulação de capital fictício, sobretudo em mãos dos fundos de investimento e de pensão”. Este mecanismo entrou em colapso nos EUA. “Agora, eles estão desmontando este processo. Mas dentro dessa desmontagem, há processos de concentração do capital financeiro... Há uma fuga para frente que não resolve nada [...] e isso é um fator de perturbação ainda maior”.Quanto à China, ele não arrisca a prever sua capacidade de resistência. Mas, numa abordagem polêmica, avalia que ela não se manterá imune. “A China é realmente um lugar decisivo, porque até as pequenas variações na sua economia determinam a conjuntura de muitos outros países do mundo”. Com base nesta análise, Chesnais prevê que a crise mundial será mais grave do que se previa há alguns meses. Diante das críticas ao seu “catastrofismo”, enfatiza: “Na realidade, creio que estamos diante do risco de uma catástrofe, mas não do capitalismo e sim da humanidade”.A “tempestade global” e o BrasilNo mesmo rumo, a economista Maria Conceição Tavares também teme que a crise só esteja no início. “Estamos diante de uma tempestade global. Não é apenas a violência que assusta; é o fato de que sua origem financeira torna tudo absolutamente opaco no horizonte da economia mundial. Mente quem disser que sabe o que virá e quanto tempo vai durar. Minha percepção é que será uma guerra de resistência”. Para ela, a atual crise “é dramaticamente mais séria que a de 29. Ela ainda não alcançou a proporção daquela, mas o núcleo financeiro dos EUA está carcomido. Os maiores bancos praticamente agonizam. Baixas dessa magnitude não ocorreram nem em 29”.Quanto ao Brasil, motivo maior de preocupação da brasileiríssima Conceição Tavares, ela se diz preocupada, mas sempre otimista. “O Brasil tem condições de segurar o manche e agüentar... A luta será dura. Mas, pela primeira vez na história, o país enfrenta uma crise mundial sem ter que carregar o setor público nas costas. E isso é inédito. Nesta crise, o Estado não está afundado em dívida externa, para não dizer totalmente quebrado, como ocorreu nos anos 90. Significa mais do que não ter um peso morto. Significa um Estado em condições de amparar o investimento, o emprego e o capital de giro da economia... Basta ter determinação política”. A questão é: será que o governo Lula está disposto a enfrentar a tempestade com ousadia e determinação política?
Postado por Miro às 23:28

Regina minha amiga de letras!

Minha amiga Regina,grande militante,pensadora social,lutadora pela paz no Oriente Médio,pela defesa do meio ambiente,luta das mulheres,e muitos mais.
Regina está iniciando uma nova carreira a de escritora,quero estar na fila de autógrafos,mais do que isso quero receber um pouco de sua fibra,e quem sabe um dia escreverei ao menos um artigo.Penso que aprender é bom,mas compartilhar o que aprendemos é muito melhor.parabéns,Regina,e boa sorte,nesta nova seara.

Daniela,amiga

Alegria,alegria!


Antes tarde,do que nunca uma saudação a minha amiiiga Daniela,pela vitória da Escola de Samba Protegidos da Princesa,no carnaval de Caxias do Sul. O comentário de Dani,foi exemplar,quando disse que a vitória devia ao esforço de todos componentes da escola.

Além disso,saudar a futura chegada do "rei Artur",pois minha amiga está gravidíssima,e em maio nascerá mais um herdeiro da alegria.

Parabéns,Dani! Adoro saber que tenho um espaço no seu coração,e a recíproca é verdadeira.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Educação Pública na Lata




Podemos medir as idéias de um governante pelas atitudes que toma. Governar é fazer escolhas,decidir.
A governadora decidiu alcançar o déficit zero,para isso não repassa o total exigido pela Constituição estadual para setores como educação e saúde. Podemos dizer que ela está colocando na lata esses setores,junto com os servidores públicos,e a sociedade gaúcha que tem direitos que estão sendo desrespeitados.
A foto mostra alunos estudando em conteiners,enquanto não for reformada a escola. Até quando,esse descaso com a educação vai continuar? Governadora tire a educação pública do investimento zero!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Toques de luz

Fujo,carrego para longe minha alma.
Sinto que estou segura,não me alcançarás,
mesmo assim,olho em volta.
Parece tudo tranquilo.

Adormeço,e quando abro os olhos,estás perto,
muito perto,já quase me tomas!
Grito,te expulso,não vais.
Meu corpo palpita,medo,prazer,medo,medo,grito!

Vais embora,sinto alívio,dor,medo e abandono.
Não quero tua presença,sofro na tua ausência,
confusão igual a do sentir,não sentir.
Enfim adormeço, sem vigílias para meu corpo!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Análise Sobre Mudanças na Educação


Férias,convívio com a família, e tudo poderia estar tranquilo,mas o moinho da vida gira sem férias.Minha cabeça está ocupada com a busca de dados e análises sobre a política educacional adotada nos estados de São Paulo e Minas Gerais,e também a do Chile.
Ainda estou elaborando minha análise,mas já posso antecipar aos colegas que essas políticas visam atender aos índices ditadas pelo Banco Mundial.Mudanças vão desde aprisionamento pedagógico das escolas,que em nome de uma pseudoliberdade conduzem a uma política ditada pelos governos estaduais,e devem ser seguidas,ou os educadores podem ser avaliados negativamente,entre outras barbaridades estão as escolas referência,como se a sociedade fosse igualitária,e não existissem diferenças sociais que interferem no aprendizado escolar.
Pretendo formular um artigo elaborado com seriedade,por enquanto estou mergulhando nas leituras,mas eu tinha que antecipar minha angústia,pois no Rio Grande do Sul,o governo pretende adotar medidas semelhantes.Impingir as dificuldades da escola pública sobre os ombros dos educadores apenas,é não assumir responsabilidades governamentais pelo baixo salário pago,o não repasse correto das verbas,a falta de estrutura de várias escolas,e deixar de analisar o contexto social em que estão inseridas as crianças e os jovens,que é uma mistura de dificuldades que o neoliberalismo traz,como desemprego,desestrutura familiar,drogas,violência social e tantas mazelas que a sociedade apresenta.

sábado, 31 de janeiro de 2009

O Ônibus Enganador!


A vida é muito dinâmica,a minha mesmo,sempre foi muito agitada.Morei durante dois anos no litoral gaúcho,e tenho tantas histórias para contar,afinal,a estrutura familiar era pequena,e da cidade também,sempre que precisava de algum serviço mais elaborado tinha que me deslocar até Torres.
Haviam dois horários de manhã,e dois de tarde para ir,e para voltar o último saia de Torres,às 17 hs. Uma tarde,meus pais estavam me visitando mas eu precisava me deslocar para lá, e o meu esposo,preocupado,me recomendou "vê se te cuida lá", e outros adjetivos medonhos que representavam sua preocupação comigo, e eu falei "delicadamente" "tu achas que eu sou alguma bocaberta,que nem sei pegar o ônibus?". E me fui.
Quando voltava,cheguei na rodoviária de Torres,comprei passagem,correndo e fui até o box,estranhei o ônibus,mas ele estava no box indicado,o nome do destino era o da minha cidade,o horário era o mesmo,e o motorista não estava na porta,embarquei.Reparei que não conhecia nenhum passageiro,nem o motorista.Após o início da viagem,fui confirmar o destino com o motorista.Ele me disse que não era o meu,e aquele ônibus iria para outro lugar.Pânico,pedi para parar,pois ele me disse que o outro ônibus,o certo,estava vindo,ops,nos ultrapassou.Pânico de novo,e agora.Tive que ir com este ônibus por várias localidades,e torcer para que ele chegasse a um entroncamento antes do meu ônibus.No fim tudo deu certo,e voltei a pegar o ônibus devido.
Contar em casa,que ônibus estava no lugar do outro,com o destino,e horário do outro,não foi fácil,e aguentar a gozação de que eu não sou bocaberta,então!
Depois fiquei sabendo que fazem isso para enganar a fiscalização,são linhas clandestinas,mas daí eu já tinha passado por mais esta!
Solange

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Manifesto sobre a crise

Centrais e entidades sindicais lançam o 'Manifesto contra a Crise'
27/01/2009
Assinado por centrais, federações e sindicatos de trabalhadores, na última segunda-feira foi lançado o "Manisfesto Contra a Crise" que faz ataques diretos à elevada taxa de juros (Selic). As entidades cobram a redução da Selic dos atuais 12,75% para “um patamar de 8% ao ano”, além de um intervalo menor entre as definições das taxas “enquanto perdurar a crise”.O texto contém a assinatura de todas as centrais sindicais legalizadas no Brasil, com exceção da CUT. Em contrapartida, os presidentes das federações paulistas da Agricultura, do Comércio e das Indústrias aderiram à carta.A CTB saúda a unidade das centrais e reafirma sua posição em defesa dos trabalhadores, do emprego e dos salários. Hoje, temos que exigir que o Banco Central abaixe os juros e exigir dos banqueiros diminuição do spread para que a economia do brasil volte a crescer.Confira abaixo a íntegra do texto.MANIFESTO CONTRA A CRISENa Seqüência dos entendimentos que as Centrais, Federações e Sindicatos de trabalhadores e as Federações de sindicatos empresariais, têm promovido desde o ano passado no sentido de analisar a crise Internacional e os seus efeitos negativos no Brasil — sempre objetivando oferecer sugestões capazes de manter o nível de emprego no País —, as entidades que assinam este documento estabelecem um histórico entendimento com foco em quatro pontos principais:* Que seja acelerada a queda na taxa básica de juros (Selic), alcançando, o quanto antes, um patamar de 8% ao ano, (aproximadamente 3% de juros reais);* Que as reuniões do Copom, do Banco Central (BC), destinadas a debater e determinar a Selic, sejam a cada 15 dias – enquanto perdurar a crise;* Que sejam reduzidos drasticamente os spreads bancários, em especial os dos bancos estatais que, hoje, estão entre os mais altos praticados no País; e* Que seja ampliado o número de integrantes do Conselho Monetário Nacional (CMN), de três para sete membros, abrindo o órgão à participação de outras áreas do Governo, da área acadêmica e das forças produtivas.
A sociedade brasileira espera do Governo medidas práticas e imediatas para combater a crise, evitando a ampliação de suas conseqüências sobre o nosso país. Precisamos impedir o desemprego e defender o futuro do Brasil.
São Paulo, Capital, 26 de janeiro de 2009. Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTBAntonio Fernandes dos Santos Neto – Presidente Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTBWagner Gomes – PresidenteFederação da Agricultura do Estado de São Paulo – FAESPFabio Meirelles – PresidenteFederação do Comércio do Estado de São Paulo – FecomercioAbram Szajman – PresidenteFederação das Indústrias do Estado de São Paulo – FiespPaulo Skaf – Presidente Força SindicalPaulo Pereira da Silva (Paulinho) – PresidenteNova Central Sindical de TrabalhadoresJosé Calixto – PresidenteUnião Geral dos TrabalhadoresRicardo Patah - Presidente

Os impactos da crise para a mulher trabalhadora

22/01/2009

Abgail Pereira

A crise econômica que no final de 2008 irrompeu no principal país imperialista, os Estados Unidos, impôs abalos no cenário mundial. A superprodução de crédito, de mercadorias e de capital especulativo tem provocado fortes baixas nos índices das bolsas de valores em todo mundo e a crise já começa a ter conseqüências em diversos países.Os efeitos da crise econômica, com certeza, atingirão duramente as mulheres trabalhadoras, podendo significar um retrocesso nas conquistas da última década, quando houve um importante crescimento da inserção das mulheres no mundo do trabalho, ainda que esse crescimento não impusesse significativa redução da desigualdade de gênero: as trabalhadoras ainda são mais impactadas com as transformações produtivas, pela flexibilização das relações de trabalho e pela alta rotatividade, o que contribui para ampliar sua presença no mercado de trabalho informal, a domicílio e em tempo parcial. Da mesma forma, a diferença salarial entre homens e mulheres vem sendo reduzida, mas ainda evidencia uma discriminação concreta contra as trabalhadoras, atingindo em maior grau a mulher negra. De acordo com dados da OIT, a situação das mulheres em quase todos os países é semelhante: do total da população que está trabalhando, as mulheres são 40% e recebem cerca de 60% do salário dos homens, mesmo exercendo jornada de trabalho total 13% superior (se levarmos em conta a jornada de trabalho remunerado e de trabalho não remunerado/doméstico); representam 70% da população em situação de pobreza absoluta do mundo; apresentam taxas de desemprego históricas (91,8 milhões de mulheres não tinham trabalho em 2007); concentram-se em trabalhos mal remunerados, sem proteção social, temporários ou eventuais; são as principais vítimas de violência e assédio sexual em seus locais de trabalho. Agravamento da Precarização e da DesigualdadeEssa dura realidade tende a se agravar com a crise econômica, primeiramente porque os governos começam a cortar gastos públicos para poder acumular mais dinheiro e salvar empresas, produzindo o que os economistas classificam de socialização dos prejuízos em contraposição à privatização dos lucros. Na atual crise já foram anunciados pelo governo cortes no setor social que se traduzem em menos verbas para a saúde, a educação, a previdência e os gastos com políticas sociais específicas. O investimento em creches públicas, por exemplo, que já era deficitário face à demanda das trabalhadoras, não será retomado na medida da real necessidade, mantendo as condições que impedem um maior avanço da participação feminina no mercado de trabalho. Por sua vez, o empresariado lança mão de um velho artifício: iniciam as demissões para forçar a flexibilização dos direitos trabalhistas e sociais, propondo, sem qualquer constrangimento, a redução de salários e o corte de encargos.Nesse cenário de demissões e ataques aos direitos sociais, as mulheres são as mais atingidas no universo do trabalho, seja porque estão, em sua maioria, em setores da economia que apresentam as condições mais precárias, seja pelo conceito equivocado de que a renda da trabalhadora agrega a do companheiro, fazendo com que a mulher seja a primeira opção na hora do corte do emprego, sem considerar que, em muitos casos, a trabalhadora é a chefe da família. Também não se pode minimizar os efeitos do desemprego que, ao atingir o conjunto dos trabalhadores, traz conseqüências nefastas à estrutura familiar, agravando situações de violência contra mulheres e crianças.Em Defesa do Emprego, dos Direitos Sociais e da Igualdade de GêneroA crise e os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho não serão superados sem a intervenção firme e unitária do movimento sindical. Nesse rumo, a CTB teve importante papel na construção do Pacto Sindical realizado pelas principais centrais sindicais do país, que está sendo discutido com o Presidente Lula e com os governos estaduais, tendo como tema central a defesa do emprego e dos direitos sociais. Entre as principais medidas propostas pelos sindicatos estão: a redução imediata da taxa de juros (Selic), a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, o fim do banco de horas, a garantia de emprego e ainda a ampliação das parcelas do seguro desemprego, aliadas a políticas de formação e qualificação profissional.A Secretaria da Mulher da CTB chama a participação ativa nas mobilizações que começam a tomar conta do país, para combater a crise do ponto de vista dos trabalhadores e trabalhadoras, pois é inadmissível que paguemos a conta da crise enquanto os grandes empresários, os banqueiros e os que vivem do capital especulativo fiquem imunes, mantendo e até ampliando os seus lucros!É no enfrentando de situações dessa natureza que a luta pela igualdade entre homens e mulheres pode avançar, porquanto está diretamente ligada à luta pela superação da opressão do capital com a conquista de uma sociedade mais justa e igualitária!Abgail Pereira é Secretária da Mulher da CTB