Solange Carvalho: é gaúcha, professora de História e Geografia da rede municipal e estadual de ensino em Caxias do Sul RS,aposentada. Militante comunista, dirigente municipal do PCdoB, atua no movimento sindical desde 1986. Vice presidente estadual do Cpers/Sindicato,de 2014 ate 2021.Um ser em movimento, com ideias, ações e lutas.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
DISCRIMINAÇÃO DAS LUTADORAS
Contarei uma passagem que aconteceu comigo.Sempre tive uma visão pragmática da vida,talvez pela ascendência alemã.Também sou fruto da miscigenação dos lusos, ou "brasileiros",como dizia minha avó alemã,e deles herdei um certo ar de ironia,alegria. Como sou de origem humilde,entendi que na vida,sobreviver já era muito importante.Cresci sem muitos recursos,estudando,ajudando em casa,enfim,uma vida comum a maioria das brasileiras.Tinha minhas vaidades,mas não era extremada,preferia dançar,fazer piadas,namorar,mas sem espírito de dondoca. Conheci o movimento sindical,no final dos anos 80,e me envolvi bastante,daí então,quase não tinha tempo para minha vaidade,era luta e luta! Casei,engravidei,e então uma colega de loja,me perguntou espantada:"Tu tá grávida?", "mas como tu tá grávida",e outras perguntas,demonstrando profundo espanto.E eu respondi de que forma tinha engravidado.Depois meditei e pensei porque ela havia se espantado com o fato de eu estar grávida.Descobri,e inicialmente fiquei chocada,depois compreendi.Segundo a idéia dela,uma mulher que lidera piquete,enfrenta os patrões,usa o microfone para defender os outros,não é uma mulher,ela deve ter problemas pessoais,e coisas do gênero.Naquela época,era difícil entender que podemos ser mulheres e guerreiras.Apesar dos poucos enfeites,e estilo despojado,distante do padrão dondoca,eu era uma mulher,com idéias,desejos e sentimentos.Hoje quando usam adjetivos pejorativos,sobre as mulheres que lutam,percebo a discriminação,de gênero,de classe,e outras,e pior usar o pensamento conservador da sociedade para desqualificar as pessoas com base nas suas opções,significa uma vilania contra os direitos humanos.Hoje,enfrento com mais facilidade alguns preconceitos,de estética,de classe,de gênero,até estou mais vaidosa,e digo sou uma dama e uma guerreira.Muito ainda temos que trilhar para alcançarmos um patamar de solidariedade e liberdade.Talvez a sociedade dos meus futuros netos alcance esta etapa.
FRIO DE PRIMAVERA

AQUELE VENTO FRIO QUE PASSOU
CORTOU MINHA ALMA.
CARREGADO DE MEDO E TRISTEZA
MARCOU MEU PENSAMENTO E DEIXOU
PROFUNDAS CICATRIZES.
QUERO A PAZ DOS CAMPOS VERDES,
A BRISA DO MAR TOCANDO MINHA PELE,
MAS A DURA REALIDADE TROUXE ESTE FRIO,
DA AMARGURA,EMBEBIDO DE LEMBRANÇAS RUDES.
VEJO TEU ROSTO EM CADA REFLEXO DA MINHA RETINA,
SINTO TUA PRESENÇA RASTEJANTE,BEM PERTO,
ESPERO A TUA AUSÊNCIA,COMO A NOITE ESPERA O DIA.
ENFIM,NÃO ESTOU MAIS SÓ,E TUA PRESENÇA NÃO ME ASSUSTA!
VAMOS SEGUIR TRANQUILAMENTE
POIS O MEDO SERÁ SUFOCADO PELA ALEGRIA,
DE VER LIVRES AMANHECERES,QUENTES NOITES DE VERÃO.
O PUDOR DE SER FELIZ JÁ ME ABANDONOU.
A TUA SOMBRA FOI SUBLIMADA,
SOU FORTE,SOU ESTRELA,SOU O SOL,
TUA NÉVOA JÁ ESTÁ DISTANTE,E AGORA POSSO VER
MEU ROSTO DE MENINA SORRINDO LIVRE.
A MULHER QUE SOU VEIO COM ESFORÇO,
COM DIGNIDADE,SEM MÁGOAS INTENSAS,
QUERO A VIDA PLENA,DENSA,COM JUSTIÇA
E LIBERDADE.
CARREGO O ORGULHO DAS GUERREIRAS,
O SORRISO DAS MENINAS,
A FORÇA DAS MULHERES,
E AMOR PARA PARTILHAR.
SERRA É UM TUCANO CARA DE PAU

Qualquer pessoa com o mínimo de leitura e memória sabe que o candidato Serra está mentindo muito nesta campanha.Tanta mentira e desfarçatez que ele pode até concorrer ao Oscar,ou quem sabe ganhar um emprego de ator,na Groubo.Seria cômico,se não fosse trágico,pois a maioria das pessoas,tem acesso a poucos meios de comunicação,sem contar que boato e notícia ruim é rápido para espalhar,para desmentir demora.A campanha sórdida,despolitizada de Serra,tenta jogar areia nos olhos do povo,para confundir as pessoas e esquecer que ele tem um passado antipopular.Levar a discussão para o campo da moralidade,e dos princípios religiosos não ajudam a elevar o nível de esclarecimento sobre as propostas políticas,do projeto em disputa.Aposta o candidato no conservadorismo,na confusão e nos boatos,sabe que no jogo limpo de idéias,sua derrota seria maior.Mas,é preciso muita atenção,porque a sociedade brasileira,evoluiu,mas as idéias são as últimas a modernizarem-se.Não é possível que deixemos passar a oportunidade de continuidade e inovação do projeto político em curso.Pecisamos nos mobilizar,cada turno é uma nova eleição,precisamos ganhar o voto daqueles que tiveram outra opção,antes,mas que percebem agora a importância de sua participação efetiva votando em DILMA 13.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Comício em Caxias do Sul

Na noite de 27 de setembro,várias pessoas compareceram no Largo da Prefeitura para participar do comício da Frente da Unidade Popular pelo Rio Grande.O colorido das bandeiras,a alegria das pessoas,que participaram e ainda participam ardorosamente da campanha,demonstra a certeza na vitória,inclusive com possibilidade de ser no 1º turno.
O discurso do senador Paim refletiu uma verdade,a eleição dependerá da força da militância,que faz a diferença nas eleições.Devo fazer um destaque especial a militância do meu PCdoB,que estava presente ao comício,com adesivos,bandeiras,batucada,cantoria e tudo que tem direito.A alegria dos presentes foi reforçada pelos discursos.A camarada Abgail é um destaque nesta eleição,não só pelo índice de crescimento de sua candidatura,mas pelas firmes intervenções que tem feito,alcançando uma projeção estadual muito importante para o Partido.Os candidatos Guiomar Vidor e Assis Melo,respectivamente candidatos a deputado estadual e federal,fizeram boas intervenções,e o visual de campanha dos candidatos foi muito bom.O Candidato Todson se fez acompanhar de vários militantes de Carlos Barbosa,sua cidade,com direito a charanga e muito alegria.Destaco a presença de vários jovens da UJS,com a alegria juvenil contribuiram para bons momentos durante o comício.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
OS AMARELOS E OS VERDES
Quando iniciei no movimento sindical,participei de cursos de formação.Na época,final dos anos 80,aprendi que sindicalista pelego,era chamado de amarelo.A denominação tem origem histórica,mas no poplular,pensava que era porque na hora do perigo,ele "amarelava"ficava com medo,e fugia da luta.Depois conheci várias vertentes e vários matizes para denominar as linhas sindicais.Tornei-me comunista,então sou do vermelho,além de colorada,sou do vermelho na linha de luta.Pretendo fazer um link com a cor partidária do grupo de Marina,os verdes.Conheço um pouco da história e atuação dos verdes no mundo.No Brasil,até pela fragilidade deles não vi muito a respeito,a não ser por opiniões de alguns membros,ou ongs ligadas a eles.Com o discurso de Marina,cada vez mais Serrista,mais aliado ao discurso da direita,fiz a seguinte ilação: "Os verdes na hora do perigo vão amarelar".Lamento ver alguns artistas que até prestigiava,aparecerem ao lado das frágeis, e inconsistentes bandeiras dos verdes.Faço outra ilação: Aqueles que não tem coragem de assumir postura necessária para o momento,querem passar pela história como puros,ímpios,"os limpinhos",é irresponsável esta postura,eu entendo,mas não aceirto.O Brasil precisa de gente que compareça firme na atuação cidadã,e não fique fazendo jogo de cena.Não basta ser artista,tem que querer o melhor para o país,acima de tudo.A luta exige suor,saliva e sapato,idéias claras,força e coragem.
domingo, 12 de setembro de 2010
DILMA:Meu Adversário Perdeu as Estribeiras
Reproduzo matéria veiculada no blog "pcdobmulheres".
"Meu adversário tem perdido todas as estribeiras", afirmou Dilma Rousseff, na tarde deste sábado (11), se referindo assim às acusações perpretradas pela revista Veja contra a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que teoricamente beneficiariam a candidatura do oposicionista José Serra.Antes de visitar o vice-presidente José Alencar, hospitalizado, Dilma conversou com jornalistas e rebateu as críticas de seu oponente José Serra (PSDB) a sua campanha a partir de um texto publicado pela revista Veja."Eu acho que o meu adversário tem perdido todas as estribeiras... periga passar as eleições chamado de caluniador", advertiu Dilma. A candidata garantiu ter mantido pouco contato com Erenice e que não conhece os empresários citados como próximos à ministra da Casa Civil."Até hoje ela tem a minha confiança... Estou fora do governo há três meses e não tenho acompanhado o dia a dia do ministério, mas tenho certeza de que tudo que foi dito será apurado (referindo-se às denúncias) e, se alguém errou, será punido", disse.Dilma disse que estão fazendo coisas "do arco da velha". "Espero que essa campanha não se paute por isso", comentou a ex-ministra, sobre a onda de baixarias.Empresário divulga nota desmentindo Veja
.O empresário Fábio Baracat divulgou nota na tarde deste sábado desmentindo o texto publicado na Veja. No texto, a revista escreve um relato que atribuiu ao empresário sobre uma suposta negociação com o filho da ministra Erenice Guerra, da Casa Civil.
Leia abaixo a nota divulgada pelo empresário:
"Fui surpreendido com a matéria publicada na revista Veja neste sábado, razão pela qual decidi me pronunciar e rechaçar oficialmente as informações ali contidas.Primeiramente gostaria de esclarecer que não sou e não fui funcionário, representante da empresa Vianet, ou a representei em qualquer assunto comercial, como foi noticiado na reportagem. Apenas conheço a empresa e pessoas ligadas a ela, assim como diversos outros empresários do setor.Destaco também que não tenho qualquer relacionamento pessoal ou comercial com a Ministra Erenice Guerra, embora tivesse tido de fato a conhecido, jamais tratei de qualquer negócio privado ou assuntos políticos com ela.Acerca da MTA, há 3 meses não tenho qualquer relacionamento com a empresa, com a qual tão somente mantive tratativas para compra.
Erenice Guerra, ministra da Casa Civil, também divulgou nota classificando a matéria de Veja como caluniosa. "lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos", finaliza na nota Erenice.Leia abaixo a íntegra da nota distribuída pela Casa Civil:
Nota à Imprensa - Casa CivilSobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:
1) procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos – tanto eu quanto os meus familiares - as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;2) sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar as medidas judiciais cabíveis para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;3) como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, a disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;4) lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.Brasília, 11 de setembro de 2010.
Erenice GuerraMinistra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República
"Meu adversário tem perdido todas as estribeiras", afirmou Dilma Rousseff, na tarde deste sábado (11), se referindo assim às acusações perpretradas pela revista Veja contra a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que teoricamente beneficiariam a candidatura do oposicionista José Serra.Antes de visitar o vice-presidente José Alencar, hospitalizado, Dilma conversou com jornalistas e rebateu as críticas de seu oponente José Serra (PSDB) a sua campanha a partir de um texto publicado pela revista Veja."Eu acho que o meu adversário tem perdido todas as estribeiras... periga passar as eleições chamado de caluniador", advertiu Dilma. A candidata garantiu ter mantido pouco contato com Erenice e que não conhece os empresários citados como próximos à ministra da Casa Civil."Até hoje ela tem a minha confiança... Estou fora do governo há três meses e não tenho acompanhado o dia a dia do ministério, mas tenho certeza de que tudo que foi dito será apurado (referindo-se às denúncias) e, se alguém errou, será punido", disse.Dilma disse que estão fazendo coisas "do arco da velha". "Espero que essa campanha não se paute por isso", comentou a ex-ministra, sobre a onda de baixarias.Empresário divulga nota desmentindo Veja
.O empresário Fábio Baracat divulgou nota na tarde deste sábado desmentindo o texto publicado na Veja. No texto, a revista escreve um relato que atribuiu ao empresário sobre uma suposta negociação com o filho da ministra Erenice Guerra, da Casa Civil.
Leia abaixo a nota divulgada pelo empresário:
"Fui surpreendido com a matéria publicada na revista Veja neste sábado, razão pela qual decidi me pronunciar e rechaçar oficialmente as informações ali contidas.Primeiramente gostaria de esclarecer que não sou e não fui funcionário, representante da empresa Vianet, ou a representei em qualquer assunto comercial, como foi noticiado na reportagem. Apenas conheço a empresa e pessoas ligadas a ela, assim como diversos outros empresários do setor.Destaco também que não tenho qualquer relacionamento pessoal ou comercial com a Ministra Erenice Guerra, embora tivesse tido de fato a conhecido, jamais tratei de qualquer negócio privado ou assuntos políticos com ela.Acerca da MTA, há 3 meses não tenho qualquer relacionamento com a empresa, com a qual tão somente mantive tratativas para compra.
Erenice Guerra, ministra da Casa Civil, também divulgou nota classificando a matéria de Veja como caluniosa. "lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos", finaliza na nota Erenice.Leia abaixo a íntegra da nota distribuída pela Casa Civil:
Nota à Imprensa - Casa CivilSobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:
1) procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos – tanto eu quanto os meus familiares - as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;2) sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar as medidas judiciais cabíveis para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;3) como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, a disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;4) lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.Brasília, 11 de setembro de 2010.
Erenice GuerraMinistra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República
YEDA CRUSIUS E A LISTA DOS ESPIONADOS
Reproduzo artigo Marco Aurélio Weissheimer, publicado no sítio Carta Maior:O promotor Amílcar Macedo, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, divulgou na manhã desta segunda-feira a primeira edição do “listão” de espionados pelo sargento César Rodrigues de Carvalho, que estava lotado na Casa Militar do governo estadual onde trabalhava como segurança da governadora Yeda Crusius (PSDB). O sargento foi preso sexta-feira acusado de extorquir proprietários de máquinas caça-níqueis (usando carros oficiais do governo nesta tarefa) e de obstaculizar as investigações sobre o caso.A lista é longa e inclui políticos (como os do ex-ministro da Justiça e candidato ao governo gaúcho, Tarso Genro (PT), e do senador Sérgio Zambiasi (PTB) filhos de políticos (incluindo pesquisas de fotos de crianças), jornalistas (entre os quais o meu, editor da Carta Maior e do blog RS Urgente), delegados, oficiais da polícia e das forças armadas, uma desembargadora e longo elenco. Segundo as investigações da promotoria, o sargento fazia, pelo menos, dois tipos de investigações: uma para levantar dados sobre a vida do investigado e outra para saber se a pessoa estava sendo investigado por algo ou alguém.Na entrevista coletiva que concedeu sexta-feira, o promotor revelou que as “pesquisas” que o sargento realizava no sistema integrado de consultas da Secretaria de Segurança eram utilizadas também para avisar pessoas sobre operações da Brigada Militar, da Polícia Civil, do MP e do Judiciário, informando, por exemplo, sobre mandados de prisão que seriam executados. “Ele tinha acesso inclusive a processos judiciais e a investigações em curso no Ministério Público. Além disso estava acessando dados sobre diretórios de um partido político (o PT, no caso). “Não consigo entender que tipo de perigo ou ameaça à governadora poderia justificar o acesso a esses dados”, observou Macedo.Ainda segundo a promotoria, entre janeiro de 2009 e agosto de 2010, o sargento acessou o sistema de consultas integradas mais de 10 mil vezes. O promotor informou que também estão sendo investigados dois oficiais da Brigada Militar e duas pessoas que trabalham no governo Yeda. A questão mais importante agora é saber a mando de quem o sargento agia. Pelos elementos reunidos pela investigação até agora, o promotor não acredita que ele agia por conta própria. “Foi montada uma rede de dossiês”O advogado e ex-ouvidor da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Adão Paiani, anunciou hoje que cobrará um posicionamento do presidente da seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, sobre os episódios envolvendo a espionagem de políticos, jornalistas, policiais e outras autoridades desde o interior do Palácio Piratini. Para Paiani, a OAB foi conivente com essa situação quando ele denunciou o uso do aparato de segurança do Estado para espionar adversários políticos do governo Yeda. O ex-ouvidor também entrará em contato com a deputada Stela Farias (PT), que presidiu a CPI da Corrupção, para discutir medidas diante das evidências de pressões e ameaças contra parlamentares durante as investigações de denúncias de corrupção envolvendo o governo estadual.Em março de 2009, Paiani denunciou a prática e divulgou gravações onde o então chefe de gabinete da governadora, Ricardo Lied (hoje atuando na coordenação da campanha de Yeda) conversava com o ex-presidente da Câmara Municipal de Lajeado, Márcio Klaus (PSDB). Entre outras coisas, eles falavam sobre a substituição do delegado regional da Polícia Civil e do comandante da Brigada Militar na região, que havia prendido Klaus em flagrante por crime eleitoral. E também sobre uma investigação da vida do ex-deputado estadual Luiz Fernando Schmidt (PT), então candidato à prefeitura de Lajeado. Paiani acusou Lied de tráfico de influência e de crime eleitoral e acabou saindo do governo. Ele entregou um CD com as gravações para a OAB, mas o assunto caiu no esquecimento. “Como não conseguiram apurar nada contra mim, resolveram deixar tudo por isso mesmo”, diz Paiani que voltará agora a cobrar um posicionamento da entidade e de seu presidente.A prisão do sargento que era segurança de Yeda na Casa Militar, acrescente Paiani, lança luz também sobre algo que ocorreu durante a CPI da Corrupção. A revelação de que mesmo filhos de parlamentares tiveram dados (e fotos) acessados é gravíssimo. Para Paiani, o resultado da CPI na Assembléia (boicotada pelo governo e por sua base parlamentar) está diretamente ligado a este de rede de espionagem. “Muitos deputados, inclusive da base do governo, foram ameaçados e pressionados. Os fatos divulgados agora mostram que foi montada uma rede de dossiês. O elevado número de acessos ao Sistema Integrado de Consultas deve-se a isso”, observa.O cruzamento dos dados do volume de acessos e dos nomes de quem foi investigado com o período da CPI da Corrupção (e também do processo de impeachment que tramitou na Assembléia) pode trazer novidades sobre o caso. Durante a CPI, eram freqüentes os relatos nos corredores da Assembléia de que integrantes da Casa Militar do governo Yeda estavam investigando a vida de parlamentares. Agora há uma prova concreta de que isso realmente aconteceu.
domingo, 5 de setembro de 2010
O Desespero e o Destempero da Direita nas Eleições

Ver políticos da direita apelando para golpes baixos,tentando enlamear a candidatura de Dilma,com ardilosos efeitos de mídia,é esperado,mas é triste de assistir.O que dói na direita,é ver que quanto mais batem na tecla da corrupção,querendo se passar por "limpinhos",mais perdem pontos na corrida eleitoral.O desespero é tanto,que cheira a clima de golpe.Vivemos tempos melhores,depois dos governos de Lula.Não chegamos ao socialismo,vivemos num país capitalista,com injustiças,juros altos,concentração de renda,mas que já foi bem pior.
Os doutores da elite,que governaram o país,privatizaram,entregaram os setores essenciais para o capital privado,nem lembraram da miséria de grande parcela do povo.
O governo Lula,lembrou.
Implantou vários projetos que amenizaram a miséria,investiu em infraestrutura básica,impulsionou o desenvolvimento interno,o que gerou empregos.Não está tudo perfeito,mas o pouco que mudou já fez um efeito positivo para o Brasil e para os brasileiros.Nem adianta,os direitosos fazerem papel de vítimas,ou posarem de lacerdistas,ou janistas.
Não sou Lulista,nem Dilmista,sou BRASILEIRA,e sei o que é melhor para mim e para o Brasil,é seguir nos projetos de mudanças,para o Brasil avançar,então SOU DILMA PARA PRESIDENTA!!!
CAMPANHA POLÍTICA DOS COMUNISTAS

Dizer que sou do tempo,disto ou daquilo,é sintoma de velhice.Devo confessar,gosto de fazer campanha política,sendo para os camaradas comunistas,então é melhor ainda.
Hoje,em dia,faço do jeito que posso,usando os meios que disponho, internet,telefone,pessoalmente.Descobri que conforme as circunstâncias se apresentam,preciso ter criatividade para surfar nelas.Estou feliz,pois assisto o meu PCdoB crescendo,em números e em qualidade.
Ter camaradas concorrendo,em Caxias do Sul, da qualidade de Guiomar Vidor (65653) e de Assis Melo (6510),é para orgulhar o(s)(a)s militantes.Ver novos filiados empunhando a bandeira vermelha do Partido,no frio de 4 graus,na serração,no sol,dia e noite,é reconfortante.Este ano,ainda tem uma amiga e camarada que está desempenhando uma tarefa enorme,do tamanho da sua garra e disciplina.A Abgail(Biga) concorre como senadora,junto com o senador Paim,pois votamos para dois senadores,ou melhor,na Abgail(651) e no Paim(131).com certeza uma dupla que merece os nossos votos.No cenário estadual,acredito na vitória de Tarso(13),mas vale a máxima: "eleição só se ganha depois de contado o último voto",não se pode vacilar,e para presidenta quero Dilma(13),parece que eu e muitas pessoas queremos isso.
Terei a emoção de ver a primeira presidenta eleita do Brasil,uma mulher para dirigr o meu país.
Que orgulho!
Viva o povo brasileiro!Viva o PCdoB e seus militantes fortes e aguerridos.
domingo, 18 de julho de 2010
Frio de "Rengueá Cusco"

O frio que tem feito nesta etapa do inverno,aqui no sul,está muito intenso.Nas ruas de Caxias,um chuvisqueiro,com serração,ou uma chuva forte.O vento trinca até os pensamentos,pois é gelado,dando a impressão de que estamos dentro de uma geladeira.A tradição gastronômica da região é intensificada nesta época,pois a fome aumenta,aí aquela sopa de agnoline,nos agasalha e esquenta.Para turista ver, o inverno da Serra gaúcha é lindo,com bons agasalhos,bons hotéis,chocolate quente,e alguns lindos dias com fotos para relembrar.Para quem mora aqui,levantar cedo,encarar a rua na hora de ir para o trabalho,ou voltar para casa,não é muito fácil.Mas se não fosse o inverno,a saudação que faríamos para a primavera seria menor.Vale lembrar o charme que o inverno tem.Reunir os amigos para um bom vinho,ou mesmo chimarrão,bem perto do fogão de lenha;namorar embaixo do edredon,se queixar do frio,procurar um "cobertor de orelha" para se esquentar,tirar férias no inverno,só para desligar o despertador e ouvir deitada na cama o barulho da chuva,que não será preciso enfrentar,pois está de férias.Não quero ser poliana mas até o inverno,tem alguns pontos positivos,basta ver com olhos de esperança,de que a primavera virá!
O Cemitério e a Plantação de Aipim
Tem coisas que me acontecem,que só rindo mesmo.No enterro de meu querido avô,estava eu muito triste,naquele momento fatídico em que o caixão baixa à sepultura,olhei em redor,tentando me recuperar e o que vejo,não entendi imediatamente,mas parecia uma plantação de aipim.Mais tarde,meu marido entre risos e tristeza,me alertou para olhar para o lado e verifiquei que no cemitério havia uma bela plantação de aipim,dentro do cemitério,as folhas taludas,com grandes pés de aipim.Não sabia se chorava,ou ria.Em outra ocasião,levei minha mãe e minha tia para visitarem o túmulo dos meus avós,e percebi que tinha um enorme abacateiro dentro do cemitério.Minha tia não teve dúvidas,carregou o carro com os abacates do cemitério.Eu não quis os abacates,nem sei porque,mas preferi não provar o gosto daqueles abacates.Os produtores da região não desperdiçam nenhum palmo de terra.Muito produtivos!!!
sábado, 10 de julho de 2010
QUEM AMA NÃO MATA

Uma mulher foi brutalmente assassinada,e a mídia deu o devido destaque.A jovem Elisa,amante do goleiro,ou ex-goleiro Bruno.As pessoas que receberam as informações,embora parciais da forma pela qual a jovem teria sido assassinada,horrorizaram-se com a brutalidade do caso.Um moça com sonhos,com filho pequeno,provavelmente apaixonada pelo namorado,foi morta por ordem dele,que parece ter assistido ao crime,é revoltante.Qualquer ser humano com uma dose de equilíbrio sente nojo e raiva pela violência com que a jovem foi morta.O dado mais alarmante,é que muitas mulheres são mortas diariamente,de várias classes sociais,por motivos quase sempre passionais.Muitas destas mulheres sofrem violências constantes que resultam na morte delas,e com graus de crueldade semelhantes aos sofridos pela jovem Elisa.O sentimento de posse sobre a mulher,como se ela fosse um bem material,uma mesa,uma cadeira é ainda parte da cultura da sociedade brasileira.Depois de muita luta do movimento feminino,alcançamos a Lei Maria da Penha,que é um avanço jurídico,embora existam problemas estruturais para seu pleno funcionamento,ela deve ser usada pelas mulheres vítimas de violência.As pesquisas indicam que ao ser identificado perante a Justiça,como agressor,desde o início,seja pelas ameaças cometidas contra a mulher,ou outras formas de violência,o agressor diminui bastante sua ação,e em vários casos,deixa a vítima em paz.Denunciar a agressão logo que ela inicia é o primeiro passo para que ela se estenda.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA

ESTUDIOSA QUE DEFENDEU A POLÍTICA DE PREMIAÇÃO NA EDUCAÇÃO VOLTOU ATRÁS
Essa política de bonificação foi implantada pelos governadores do PSDB em São Paulo.
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Da Revista Educação:
Diane Ravitch, antes uma das principais defensoras dos métodos do mundo corporativo na educação, reavalia sua posição e diz que incentivos e sanções não constituem o melhor caminho para as políticas públicas.
O meio acadêmico norte-americano, em especial aquele voltado às políticas públicas para a educação, acaba de ser sacudido por uma bomba de longo alcance. Em seu novo livro, resultado de pesquisas e de sua atuação na condução de políticas educacionais, Diane Ravitch, professora do Departamento de Educação na Universidade de Nova York, faz uma espécie de demolição crítica dos modelos de accountability e choice (responsabilização e escolha livre) adotados por estados americanos nas duas últimas décadas. Lançado em março, The death and life of the great american school system – How testing and choice are undermining education (A morte e a vida do grande sistema escolar americano – como avaliação e escolha estão minando a educação) foi escrito a partir da experiência educacional de 40 anos da autora e desconstrói práticas como a privatização e o fechamento de escolas, os testes padronizados e as punições por mau desempenho, entre outras
A crítica ganha mais relevância pelo histórico da pesquisadora: Ravitch foi secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação Lamar Alexander durante a administração de Bush pai, entre 1991 e 1993. O ex-presidente Bill Clinton indicou-a para o National Assessment Governing Board, entidade responsável pelo controle dos testes federais. Ironicamente, foi uma das grandes defensoras e responsáveis pela disseminação de políticas que envolvem testes padronizados e bonificação por desempenho. Isso até meados de 2006, quando uma avaliação do programa No Child Left Behind (NCLB) a fez mudar de ideia.
Antes de endossar as políticas de eficiência e desempenho, a educadora pregava em seus artigos acadêmicos a construção de um currículo mínimo estadual que integrasse história, geografia, literatura, artes, ciências sociais e humanidades. Em 1985, participou da elaboração de uma proposta de currículo na Califórnia, estado que seria o primeiro a exigir que todos os alunos tivessem três anos de história mundial e três anos de história norte-americana. A investida em história e literatura visava suprir uma perda da memória cultural no país, percebida por ela na mesma época. Quando chamada a trabalhar na administração federal, encontrou pessoas que consideravam o sistema educacional público obsoleto. Por ser controlado pelo governo, estaria imerso em burocracia. As decisões centralizadas estariam impedindo o avanço do desempenho escolar.
A nova proposta era simples: levar as práticas coorporativas para dentro das escolas. Escolas e professores passariam a ser julgados pelo desempenho de seus alunos em testes padronizados. Quando o desempenho fosse satisfatório, professores, diretores e, em alguns casos, a equipe escolar receberiam bônus. Quando não, as escolas seriam fechadas, assim como são fechadas as empresas que não geram lucros. Para substituir as escolas fechadas, o governo investiria em charter schools, instituições que recebem um alvará dos governos estaduais para operar com recursos privados. Em troca de autonomia, as charter se comprometem a alcançar uma série de metas em um determinado período.
O frenesi pela responsabilização se instalou de vez nos EUA com a aprovação da lei No Child Left Behind (NCLB), em 2003. Defendida por George W. Bush e apoiada por republicanos e democratas, a lei instituiu o que Ravitch chama de punitive accountability (responsabilização punitiva). Escolas poderiam ser fechadas. Estudantes poderiam pedir transferência de escolas ruins. Professores seriam culpados pelo mau desempenho de seus alunos. A rede de escolas seria regulada pela “mão invisível do mercado”.
O problema, diz a professora, é que a mão invisível do mercado não agiu como o previsto. No dia 30 de novembro de 2006, Ravitch participou de uma conferência no American Enterprise Institute, em Washington, em que analisou dois aspectos específicos da NCLB: a possibilidade de os alunos pedirem transferência de escolas ruins e a oferta de aulas após o período escolar. Os resultados levaram-na a perceber que a lei era um fracasso. Até aquele momento, menos de 5% dos alunos haviam pedido transferência para uma escola de outro bairro, mesmo com o transporte gratuito e a promessa de uma escola melhor. A lei também criava a possibilidade de empresas privadas oferecerem aulas após o período escolar, mas apenas 7% das crianças elegíveis ao programa participavam das aulas. No Colorado, o percentual era de 10% e no Kentucky, 9%. No país, 80% dos alunos não estavam inscritos nas aulas. Naquele dia, Ravitch chegou a uma conclusão. “Percebi que incentivos e sanções não são as maneiras certas de melhorar a educação. Podem funcionar para empresas, em que o lucro é a prioridade máxima, mas não para as escolas“, relata.
Os testes padronizados
Com a aprovação da lei NCLB, muitos pais e educadores protestaram contra a ênfase da nova política nos testes. Mas, segundo a professora, o problema não eram os testes, e sim “a crença de que eles poderiam identificar quais estudantes deveriam ser retidos, quais professores e diretores deveriam ser demitidos ou recompensados e quais escolas seriam fechadas”, escreve. Os testes, afinal, não são instrumentos precisos de avaliação. As questões podem ser malformuladas, e as respostas ambíguas – há sempre uma margem de erro. Além disso, o desempenho do estudante pode ser afetado pelo estado emocional e distrações dentro ou fora da sala de aula. Troca-se a ideia de processo pela de resultado.
A fixação nos exames trouxe consequências graves para o sistema educacional norte-americano. Como os resultados das provas definiam o destino de professores e escolas, muitas redes acabaram desenvolvendo truques para que mais alunos fossem aprovados. Também não era incomum encontrar escolas que deixavam seus estudantes colar durante os exames – casos assim aconteceram em cidades como Houston e Dallas, no Texas. Outra prática adotada por diretores era a exclusão dos alunos com baixo potencial acadêmico em sua instituição. Para isso, exigiam cartas de recomendação de ex-professores e a entrega de redações, que explicassem os motivos pelos quais gostariam de frequentar a escola. Houve casos de diretores que limitaram o número de alunos cuja primeira língua não é o inglês ou que têm necessidades especiais.
Os governos estaduais também tentaram inflar o número de alunos com alto nível de proficiência. Segundo Ravitch, departamentos estaduais de educação silenciosamente alteraram os níveis de proficiência. É o caso da cidade de Chicago, no Illinois. Entre 2004 e 2008, a proporção de alunos de 8ª série que alcançaram proficiência em leitura passou de 55% para 76%. Em matemática, o salto foi de 33% para 70%. Um estudo conduzido pelo Civic Committee of the Commercial Club de Chicago apontou que as melhoras refletem mudanças nos procedimentos dos exames e não na aprendizagem. Isso porque, em 2006, o estado havia contratado uma nova empresa de testes, que alterou as faixas de proficiência.
O problema das variáveis
Ravitch identifica outros problemas crônicos gerados pelo sistema de responsabilização.Um deles é que as redes passaram a investir milhões de dólares em programas que ensinam os alunos a entender os tipos específicos de perguntas que apareceriam nos testes estaduais. Assim, os alunos dominam a tarefa de fazer exames, mas não dominam as disciplinas em si. “A aquisição de conhecimento e habilidades passa a ser secundária. O que importa é que a escola e o estado sejam capazes de dizer que seus alunos adquiriram proficiência. Esse tipo de conduta ignora os interesses dos estudantes, enquanto promove os interesses dos adultos que levam créditos por melhorias inexistentes”, aponta. A professora ainda pergunta: que valor tem um aluno que vai bem no exame de leitura se não consegue replicar o mesmo sucesso em outro tipo de teste ou transferir essa capacidade para um contexto ao qual não está acostumado?
Essa política também tira dos ombros dos próprios estudantes e de suas famílias a responsabilidade pelo desempenho acadêmico dos alunos. As crianças seriam meros receptores passivos, sujeitos à influência dos docentes. Em outras palavras, a única variável responsável pelo bom ou mau desempenho escolar é o desempenho docente. Se os alunos frequentam a escola regularmente, se fazem lição de casa, se prestam atenção nas aulas, não importa. O que importa é o nível de proficiência adquirido nos exames que avaliam apenas inglês e matemática. “Há algo fundamentalmente errado com um sistema que negligencia os diversos fatores que determinam o desempenho acadêmico em prol de um teste anual. Em vez de levar em conta o próprio esforço do aluno, por exemplo, a responsabilização aposta no que os docentes fazem em sala de aula durante 45 minutos ou uma hora”, escreve. Ao final de suas considerações, a professora faz um resgate de seu próprio passado. Lembra de quando era aluna do ensino médio. Sua professora de gramática e literatura, a que mais marcou sua vida acadêmica, foi Ruby Ratliff, uma docente respeitada, que amava sua disciplina e ensinava sobre caráter e responsabilidades pessoais. Se estivesse lecionando nos EUA de hoje, tanto sua grandeza como professora como sua habilidade de inspirar alunos para que mudassem suas vidas passariam em branco. Além de estar fora de moda, não poderiam ser medidos por testes padronizados
Fonte: http://diariodaeducacao.com.br/
O futebol faz parte da vida dos brasileiros,quase todo mundo gosta de futebol,e dá opinião sobre a tática,a escalação dos jogadores dos times para quais torce.Quando se trata da seleção brasileira é assunto obrigatório.Também fiquei triste com a não convocação,principalmente do Ronaldinho Gaúcho.Fiquei bem feliz com o Dunga, em "Um Dia De Fúria" durante aquela entrevista.Deu um soco na cara da Globo.Mesmo pedindo desculpas,elas foram para o povo,que nem tinha ficado brabo com o Dunga,mas entendi as desculpas.A Internet já tinha bombado as imagens e lavou a alma de muita gente,que queria ter feito isso.Agora, a nossa seleção,que apesar de não ser a dos nossos sonhos,é a seleção que temos,para qual torcemos,e torceremos para um futebol alegre,aguerrido e combativo,apesar do esquema tático,não ser desse gênero.Os brasileiros se vestem de verde amarelo,muitas mulheres,como eu até as unhas coloriram de verde e amarelo.A catarse da torcida não é o ópio,nos gostamos de ver gol,como diz a música,do BRASIL,em Copa do Mundo,gostamos ainda mais.Amanhã,quero ver gol brasileiro,para vibrar igual a milhões de brasileiros.Vamos lá Brasil!!!!
É PRECISO TER ÁFRICA,TER GANA NA COPA DE 2010

Gostei muito do jogo dos EUA contra Gana.Os jogadores africanos,não tomaram conhecimento do time contra quem jogaram.Fizeram algumas jogadas até ingênuas,mas em geral foram bons jogadores,aguerridos,com futebol bonito,e venceram a partida na prorrogação,os ganenses não sofreram abalo,demonstraram alegria e vontade de vencer,ganharam o jogo,a torcida,não só dos africanos,mas de muitos e muitas que assistiram o jogo.O desfile da bandeira após o fim do jogo,a mim parecia um chamamento aos diversos povos africanos para unificarem suas vuvuzelas em favor de Gana no jogo contra o Uruguai.Parabéns aos jogadores ganenses alegres e esforçados,que desde já são vitoriosos.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
VIVER COM O GOZO DO FINAL

Vivo sempre pensando,que não terei final,mas quer saber mesmo?Morro de medo de ser finita,penso e sofro.Realizo minha dor ao pensar,então se sou finita,e sofro por isso,eu tenho medo de morrer,sem viver.Por que pensaria em final,e outros assuntos mórbidos,que antecipariam meu ocaso.Então vivo sem pensar muito no final,mas realizo com responsabilidade este meu viver.Sou correta,ou tento ser o mais correta possível.Calma não fiz teste para santidade,só tento ser honesta com meus amigos,e às vezes até com aqueles,que não servem como amigos.Alegria sempre foi minha marca,lutar sim,com responsabilidade,mas sem tristeza,ser firme,não significa ser triste.Saudações àqueles que tem coragem de viver e defender suas idéias,eu tento.
sábado, 29 de maio de 2010
TEMPOS DE LUTAR MAIS


Falar em lutas,para mim parece falar do cotidiano.Ser mulher,de origem pobre,professora de ensino público,significa estar na constante batalha pela defesa dos direitos à educação pública gratuita e de qualidade;defendendo o fim da violência e da desigualdade.Ser comunista,militante do PCdoB,é mais do que uma responsabilidade e uma honra,é um compromisso;parafraseando Diógenes Arruda "ser comunista é uma opção cotidiana".Já vivemos o clima eleitoral,um pouco ofuscado pelo clima da Copa do Mundo de futebol,no país onde quase todos entendem algo de futebol,e durante a Copa,respiramos futebol.O período pré-eleitoral já corre nos bastidores da política nacional.Enquanto aguardo a liberalização das campanhas já movimento meus pensamentos e palavras,em defesa dos candidatos que acredito serem dignos de serem eleitos.Tenho em minha lista nomes já definidos,e com orgulho farei campanha para estas pessoas.Vivendo e lutando,séria mas não triste.A alegria é um remédio,um lenitivo para enfrentar os tempos de lutar mais.Me aguarde!
domingo, 11 de abril de 2010
SERRA NÃO É DEMOCRÁTICO
PORQUE VOTAREI EM DILMA PARA PRESIDENTE

Analisando a postura de alguns candidatos à presidência da República,defgini com mais firmeza o meu voto na Dilma.Ela é uma mulher que em todos os cargos públicos que ocupou,fez um excelente trabalho,não deixou dúvidas sobre a sua capacidade e dignidade.Possui personalidade forte,lutou contra a ditadura,e os seus projetos coincidem com aqueles que qerem um Brasil mais justo e digno para a maioria da população.enfrentou uma doença com altivez,sem muitas chorumelas públicas,e nem fez uso piegas da situação.Eleger Dilma significa aprovar a maior parte das ações dos governos de LULA,e desejar que as mudanças positivas continuem.Todo estudante que usa ou poderia usar o PROUNI,deve votar em Dilma,todos educadores que reconhecem ter reconquistado a aposentadoria especial,o Piso Nacional Salarial,devem votar em Dilma.As mulheres e homens que querem um Brasil que use o Pré-Sal em benefício da educação devem votar em Dilma.Eu sou Dilma,eu VOTO DILMA.
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